"SONHOS DE FLORA"

Autor Carlos Silva - 8/09/2009

Flora, meiga garota como o nome lhe devora,apavora a demora de tornar-se mulher.
Agora em seu peito o instinto da deflora, o rosto cora,e ela implora em sussurros solitarios.
Quisera-se abrir com sua petala orvalhada pelos devaneios tantos no arfã do seu intimo(ou infimo) desejo.
Eclode, implode e explode o corpo num climax sombrio revoltoso e triste.
Quisera experimentar a inserção comum e o despejo da fonte inundando a entranha da terra nela existente.
Flora,não decora mas subitamente implora em devaneios de outrora, na ânsia da chegada da sua feliz hora.
Tateando sonhos seus, tão seus indivisiveis irreversiveis, o que importa é a espera queimante (vulcancionar).
Flora sonha e ainda espera... espera... espera.

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