Num madeiro de braços abertos lá estava Ele, pesando nos seus ombros (como se fosse um pêndulo) tudo de errado da vida humana.
Dos seus olhos, tingiam-se-lhe o líquido encarnado do sofrimento e dor. Do seu olhar de amor, ainda disse: "pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem". Os cravos transpassaram-lhe mãos e pés. O céu, feito cortina rasgou-se, e uma chuva misteriosa misturava-se as lágrimas do salvador. Muitos de coração bom, pranteavam a cena, soluçavam o sentimento da dor. Ao terceiro dia, cumpriu-se a profecia e o templo foi restaurado subindo ao pai, no seu santo trono de graça. Triunfante, pois a tudo suportara, fora pelo pai abraçado e houve festa no céu. E os anjos, agora felizes, tocavam harpas e liras santificadas, regidas pelo senhor da criação. E o som era indescritivelmente cristalino e afinado. Essa, sem dúvida, é a recompensa para todo aquele que recebe, suporta e supera toda a dor. Pois os braços do pai, abrir-se-ão para recebê-los na eternidade lhes chamando de meus filhos.

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