Ouvi o trovão papocando
Estrondando bem perto
Fiquei a assuntar
Vi o estalodo raio cortando
Feito chicote lascando
As nuvens no ar
Por este Brasil inteiro
Fazendo versos e trovas
Neste solo Brasileiro
Aqui eu tava cantando
Com o amigo Seu Ribeiro
Gosto de brincar com as palavras. Inventá-las de um jeito que cause dúvidas pela forma do dizer. Faço um entortamento verborativista, destraduzo a filologia num vocabulante matutal. Percebo a troca de olhares neste meu costuramento gramaticalizante que vou tecendo a cada retalho do meu jeito versantidor.
Cada foto é um tema de vida. Cada data, comemora-se uma nova aniversariagem. Cada gesto, cada acorde, cada canção, cada amigo, cada canto que se ande mostrando arte, é um fortíssimo aprendizado para os passos seguintes que outras lentes irão captar novas imagens da nossa trajetória.
As fotos não falam, porém memorizam uma lembrança daquilo que um dia foi fato.
Eu queria teu sono, ser dono domando o ser que há em ti.
Sou vaga lembranca que no tempo avança e a memória criança que há tempos perdi.
Assim segue o mito abafado do grito na crença e no rito de um corpo a bailar na fonte que a ponte secou no horizonte sem poder saciar.











