"VASCAINAGEM BRASILEIRA"

Autor Carlos Silva - 5/22/2012


Na grade encurralada
Lisa feito algodão
Os cabras ficam espiando
Querendo passar a mão
Olha deseja e caçoa
Mas a brava da patroa
Tem rolo de macarrão

Moça eu nem sei seu nome
E nem quero eu saber
Quem é que quer o seu nome
Se tens mais a oferecer
Essa nossa espionagem
No mundo da sacanagem
Só faz o cabra sofrer

Eita coisa estonteada
Que ninguém cá discrimina
Veja só que belezeira
Que os óios descortina
Em ver tal gostosidade
Morro assim de verdade
No corpo da vascaina

O TALENTO no Brasil
É uma coisa profunda
Começa lá pelos peitos
De forma bela e fecunda
E acaba justamente
Pra estontear a gente
Na volumagem da bunda

O Vasco pode não ganhar
Esse tal campeonato
Mas a moça ai em cima
Nem liga pra esse fato
Quem vai querer ver um time
Que quando erra redime
Sem a bela dessa retrato?

É uma montanha bela
De grande admiração
Só de olhar a baba cai
Se esparrama pelo chão
Olha bem nesse momento
Com tanta cara de jumento
Lambendo os beiços babão

Se ela fosse lá em casa
No inicio da semana
Eu rasgava a bandeira
Com as cores corintiana
Cometeria desatino
Se me chamassem São Paulino
Dava uma grande banana

Um troço desse em minha frente
É de fazer errar o troco
Um sujeito fica surdo
E um outro bocado louco
Pois essa safra de xibiu
Só existe no Brasil
Tem gente que acha pouco

Excesso de gostosura
Esta bunda volumosa
Mais parece um jardim
Cujo rabo é a rosa
Isso é verso de poema
Pro cabra perder o tema
E cantar em verso e prosa

È Mulher em abundancia
E ninguém pode negar
Pra ela ser mais bonita
Nem precisa estudar
Se precisar de professor
Me predisponho seu doutor
Pra bela moça ensinar

Se São Januário chegar
Perto desse mulherão
Ele esquece o oficio
Da tapa em sacristão
Manda padre se arrombar
Pois não irá aguentar
A grande "vislumbração"

È uma tabacaria
Dessas que se perde o rumo
O cabra ja pensa logo
Como irá picar o fumo
E ja fica no apuro
Com o corpo todo duro
Feito pedreiro sem prumo

Véia reza invejosa
Lembrando quem foi um dia
Das coisas boas da vida
Transformada em putaria
Dentro de quatro paredes
Nas esteiras ou em redes
Da gemedor e agonia

Uma mulé cum rabo desses
É bandeira nacional
Pois a bunda brasileira
Leva o país afinal
A ser bem admirado
E com jeito comentado
De forma descomunal

Pense num freio de jéga
Adentrando cu a dentro
Parece plantação nova
De couve flor ou cuentro
O bicho fica apertado
Dividido ou separado
Com o fio dental no centro

È um tóba admirado
E de grande realeza
A moça até parece
Rainha bela princesa
Isso atiça o tição
Desses brazeiros então
Quando torra chama acesa

Olha moço se eu pudesse
Lá fazia montaria
Se ela desse três pulos
De cima eu não cairia
Nas crinas bem aloiradas
Com minhas mãos ajuntadas
Nelas me agarraria

Isso é formato de guampa
Que deixa estonteado
O cabra bem perto dela
Relincha feito danado
Fica brabo peida e berra
Sobe morro corta serra
Pra nela ficar montado

Vou parando por aqui
Para evitar processo
Desculpas se ofendi
Creia que aqui eu peço
Mas olha que belezura
Que deixa as carne dura
Do matuto em recesso

Isso é coisa de cinema
Que até cego admira
Um pedaço dessas coisas
O juizo de nois tira
E eu sei de qualquer jeito
Ao olhar, o tal sujeito
De certa forma se vira

Velho perde a vergonha
Fica todo avermelhado
Como ate se torcesse
Pro time do colorado
É coisa descomunal
Que até no bom grenal
Gaucho fica abobado

Mas cá pra nós é verdade
Que o mundo está perdido
Basta descer as anaguas
E mostrar o oferecido
A fama pula ligeiro
E para ganhar dinheiro
Tudo aqui é permitido

Virou moda no Brasil
A mulher se amostrar
É por isso que o respeito
As serias tem que lutar
Pra ganhar o seu prestigio
A mulher de João de Aprigio
Resolveu já protestar

Tem a dança da garrafa
Humilhando a mulherada
Que é chamada de cachorra
Ordinária e safada
O povo segue aplaudindo
Dançando alegre sorrindo
E esta já não faz nada

Entra na dança também
Cheia então de alegria
No esfrega esfrega da vida
Lá se vai a putaria
Ninguém toma atitude
E não há cá quem ajude
É tudo hipocrisia

Na Bahia já tomaram
O fato por indecencia
Uma deputada viu
E tomou a consciencia
Logo baixou um decreto
Uns acharam incorreto
Pela dita providencia

Hoje meu amigo creia
Que a tal da “liberdade”
Muitas vezes confundida
Com outra promiscuidade
O trem aqui tá bem feio
Quem não guentar sai do meio
Esta é a realidade

Não tenho nada com isso
Não sou aqui um moralista
Só exponho pra voces
Esse meu ponto de vista
Daqui a pouco meus amigos
Vai virar campo de nudista

O que importa é a grana
O Dindin é maioral
É que causa nesse mundo
As “Mudanças” afinal
As tendencias da nudez
Eu afirmo duma vêz
Tá um cabaré total

Mande prender essa moça
Por atentado ao pudor
Meu avô ja tá morrendo
O véio mudou de cor
Por lamento e tristeza
Por não ver esta beleza
Aliviar a sua dor.

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